domingo, 27 de maio de 2012

conserta-me.


Quer saber, desculpa pela minha inconstância. Na real isso é um problema que eu nunca me permitir encarar. Mas agora eu preciso dar um fim nisso. Não vou me perdoar se um dia olhar pra trás e tua companhia for só lembrança, certa de que sou culpada por isso. Você diz que no final tudo acaba sendo do jeito que eu quero, tenho que te dar razão. Se um dia você ler isso, tenho certeza que não entenderá que é pra você. Você não nota essa minha instabilidade em todos os meus relacionamentos, aliás, acho que é a única coisa que você não nota em mim. E eu até sei por que, porque é um defeito patético e você nunca vai conseguir enxergar tamanha mediocridade em mim. Te agradeço por isso, por isso e por tudo. Por não desistir de mim. Por mesmo estando chateada persistir em fazer parte do meu cotidiano, por ligar tantas vezes e ainda que eu só atenda na oitava tentativa me responder feliz por estar falando comigo. É estranha a certeza que eu tenho do teu amor. Porque ás vezes me pego duvidando dele e ele próprio me conforta provando o contrário. Você realmente me ama do jeito que eu sou, e o mais lindo é que você me admira. Você torce por mim e senti a minha falta de uma forma bonita. Você me elogia, exalta minhas qualidades e só aponta os meus defeitos se acompanhados de uma boa risada. Diz que eu sou uma criança, e sempre ouve os meus conselhos. Não atura as minhas piadas, me atende de madrugada e da a maior atenção para o que eu estou falando ainda que eu esteja bêbada. Eu sei, eu deveria valorizar alguém como você sempre. Mas na prática a teoria é outra. Eu tenho o mau hábito de deixar essa certeza em relação ao amor de algumas pessoas por mim me cegar. Geralmente, são as pessoas com quem mais erro. E quer saber o que é ainda mais louco nisso tudo? Eles costumam não perceber o meu erro. E quando o percebem, o relevam facilmente. Eles têm, assim como você, o bom hábito de me amar incondicionalmente.

VITARI, Isabela. 

quinta-feira, 17 de maio de 2012

cadê você?


  Você se deixou tanto que chega ser uma heresia ao meu amor, que por muito tempo foi o que te sustentou. Você deixou que cada nova pessoa levasse um pouco de você e assim você ia me deixando. Você já não existe mais. Mexeram tanto em você que hoje já não resta muita coisa. Você não precisava de conserto, você não podia acreditar em tudo que eles diziam. Você se deixou levar. Eu sinto falta de você, ou pelo menos de quem costumava ser.

                                                                                                         Isabela Vitari.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

São parte de mim, sou parte delas.


   Passei pelo menos dez anos da minha vida tendo ao meu lado, todos os dias, duas pessoas as quais nunca vão deixar de estar ao meu lado, ainda que distantes. Somos três indivíduos completamente diferentes. Crescemos, literalmente, juntas. Compartilhamos a infância, a sensação de ter “melhores amigas” e de correr pra contar pra elas como foi o primeiro beijo. Vivenciamos juntas a ilusão de liberdade quando passamos a poder sair do colégio sozinhas e achávamos aquilo o máximo. A primeira ida ao shopping nem se fala, nos considerávamos adultas. A primeira balada foi o auge da maturidade. Começar a beber foi a legitimação da independência. Tudo isso já é especial por si só, mas quando você vive todas essas descobertas e experiências com as melhores pessoas é simplesmente mágico.
   Mudamos de colégio, conhecemos novas pessoas, continuamos sendo antes de tudo e todos nós três. Conhecemos o amor platônico e sofremos de desamor. Desesperamo-nos juntas até o terceiro ano do ensino médio com as provas e, claro, colamos em todas elas. E então, não satisfeitas, fomos para o mesmo cursinho de vestibular. Enlouquecemos com a vida de vestibulando, juntas. E lá se vão anos e anos de convivência diária.
   É óbvio, discutimos inúmeras vezes durante todo esse tempo. Mas nunca paramos de nos falar, isso nunca. Discordamos por muitas vezes, mas quando a gente concordava sobre algo já era. Sabemos o que uma quer dizer a outra só pelo olhar, a gente se entende sem pronunciar uma palavra. A gente se conhece, a gente se respeita, a gente gosta de estar perto, a gente se ama.
   Por isso, quando a gente senta pra conversar hoje tem assunto que não acaba mais. A gente também ama ficar relembrando todos os momentos únicos que a gente viveu, que nos trouxe até aqui e que, com certeza, nos ajudou a construir quem somos.
   Somos amigas de infância, somos colegas de classe, somos melhores amigas de adolescência, somos irmãs, somos companheiras de vida. Somos, estamos, seremos. Permaneceremos assim, juntas, pra sempre, mesmo que distantes.

Com todo amor que houver nessa vida,
Isabela Vitari.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Me roubou de Mim.


Sonha comigo, me da o teu abrigo, me deixa entrar.
Guarda-me contigo, seja mais que meu amigo, me abraça até me sufocar.
Me de meu beijo preferido, deixa o teu olhar bandido com o meu se cruzar.
Desvenda minha alma, rouba meus sonhos e os faça se realizar.
 Ame-me a tua maneira, só assim me sinto inteira e tenho forças pra continuar.

E antes de dormir sussurra o “boa noite” que eu preciso escutar.
Quando o Sol se levantar não hesite em me chamar.
Não gosto de perder um minuto quando do seu lado eu posso estar.
Leva-me pro teu mundo, me deixa mergulhar fundo e de amor me afogar.
Não me interessa o depois e se agora somos só nós dois, não vou me preocupar.
Vou admirar o teu sorriso, quem eu sou contigo e eu ai no teu olhar.
Vou segurar na tua mão, te entregar meu coração e nos teus braços me deitar. 

Vou ficar.
Nada tem feito mais sentido sem você estar.

Isabela Vitari. 

terça-feira, 1 de maio de 2012

A Seguir.


   Talvez eu queira me esconder às vezes. Esconder-me do amor, da dor, da vida, do mundo, de mim. Por hora, covarde, sim. Não que me orgulhe de minha covardia, mas todos a deixam vir à tona em algum momento. É preciso. É necessário enxergarmos nossa fraqueza no seu íntimo para que nos façamos fortes. E ainda sim, na maioria do tempo, somos fracos. Somos frágeis. Somos essas criaturas ocas que nos tornamos. Involuimos. Sempre em busca, sempre atrás. Caminhamos numa via de sentido único, sem volta. Não há atalhos e nem subterfúgios. Só existe um imenso e apavorante vazio. Um Nada onde nossa insignificância ecoa nos deixando atordoados. Não saberemos compreender o Nada, não aguentaremos o peso do vazio. A muito perdemos a capacidade de raciocinar. 


                                                                                                     Isabela Vitari.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

conta comigo.

    A gente passa tanto tempo sem se encontrar, sem se falar. Pouco sei da tua vida, tão pouco você sabe da minha. Eu não queria essa distância, eu não queria ter me afastado, não queria que você deixasse essa distância existir. Queria o teu sorriso todo dia, conviver com as tuas manias e vê a alegria no teu olhar. Bastava te ter por perto ainda que não pudesse te tocar. Morreria sem teu abraço, é verdade, mas isso posso suportar.  
    Agora você tá distante. Aconteceu tanta coisa que eu queria te contar. Na real, eu queria era que você estivesse lá... No dia que eu passei na faculdade, fiz minha primeira tatuagem e comecei a trabalhar. Te queria por perto pra gente comemorar. Tanta coisa que a gente sonhou e que hoje é a nossa vida, sem a parte fantasiosa e bem menos prático, mas a gente chegou lá. A gente chegou aqui.
    Não sei como vai ser. Hoje te vejo já não entendo o teu jeito, nem sei o que esperar. Você muda o tempo todo, com as regras do teu jogo acho que nem você sabe jogar. Nada disso importa, eu sei, porque eu também sei que independente de você eu nunca vou deixar de te amar.


VITARI, Isabela.

sábado, 21 de abril de 2012

Para Slater, pra mim Slater, minha Slater.

        É raro acontecer, eu sei bem. Mas de vez enquanto, por obra do destino, a gente esbarra com gente muito boa nessa vida. 
    Bem, eu dei a sorte de ter meu caminho entrelaçado, a uns meses atrás, com uma pessoa boníssima. A princípio, o que mais me chamou atenção foi a beleza simples, natural. Ela me pareceu o tipo de coisa bela que é bela sem nenhum esforço e que parece não ter ciência de quão bela és. Mas isso foi só a princípio. Depois da primeira palavra que ela dirigiu a mim, onde foi também a minha primeira oportunidade de olhá-la nos olhos e enxergá-la por dentro, meu conceito sobre sua beleza transcendeu. Percebi que estava diante não de uma pessoa qualquer, mas de um ser humano que tinha consigo a essência de humanidade. Um ser humano que possuía a inocência de uma criança em plenos vinte anos de idade. Fiquei estatelada. Não sabia bem como lhe dar com aquela situação. Tinha a impressão que qualquer coisa que dissesse poderia de alguma forma corromper aquele oceano de sinceridade que se punha a falar comigo.
    Lembro de ter agradecido aos cosmos, ao destino, que seja... no mesmo dia pela oportunidade de encontrá-la em meio a essa imensidão de pessoas pelas quais passamos todos os dias. Ao final da conversa ela se despediu e se foi. Tenho certeza que se foi sem ter a menor idéia do que deixou em mim.
    O
tempo foi passando e eu não podia acreditar no tanto de coisas que tínhamos em comum. Digo isso agora me sentindo até um tanto quanto prepotente. Não posso mesmo acreditar que eu e ela, um ser que respira inocência e a paz de uma criança, tenhamos coisas em comum. Mas enfim, é inegável, temos. Ou se não temos coisas em comum, temos personalidades que se completam. Ou talvez que simplesmente se complementam.
    Bem, acho que o caminho é por ai. O ponto é que hoje ela faz parte da minha vida, eu faço parte da vida dela. As manias vêm se confundindo, os pensamentos caminham em paralelo, as palavras são ditas juntas e sincronicamente. Resultado de uma convivência diária. Um convívio onde respeito, sinceridade e atenção são priorizados, um convívio proporcionado pelo amor e admiração que se estabelecem mutuamente. Agradeço com todo meu coração pela vida dela e espero ainda poder desfrutar de bons momentos em sua companhia. Não sei o que a vida guarda para nós, mas tenho certeza que já criamos laços de irmandade que irão perdurar pelo resto da vida.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Bandeira branca Amor.


Nessa pressa pra acontecer, só encontro com desencontro. E então começo a pensar que talvez buscar não seja a melhor maneira de encontrar. Sem intenção alguma acho que qualquer dia vou esbarrar com o que me falta. Não espero que me complete, quero que me transborde. Cansei de problema. Cansei de levar até certo ponto que já não da pra manter. Ter que me explicar, tentar não magoar e no fundo não resolver.
    Não é justo comigo, não foi justo com quem já foi, não vai ser justo com você. Não posso seguir nesse tolo impulso, que desde o início sabe que vai naufragar. Já serviu por alguns meses, por algumas semanas, já me acalentou por alguns dias e hoje, em alguns minutos eu já sinto que aquilo é mais uma daquelas coisas que podiam não acontecer.
    Não quero sentar pra conversar com o mesmo discurso barato, que muitos podem não acreditar, mas me dói ter que dizê-lo. Não vou conseguir lhe dar com mais lágrimas, com novos olhares de incredulidade. Não posso nem mesmo com mais uma gentil compreensão; porque essa trás a culpa de que eu não posso fugir.
    A partir de hoje, vou andar distraída. Vou deixar contigo. Trate de me encontrar.

Isabela Vitari.